Hipertermia e insolação em cães: primeiros socorros e prevenção no calor

Saiba como proteger seu pet dos perigos do superaquecimento e agir rápido em emergências

por Flávia Adestra
Cachorrinho tomando sol. Foto de Josh Rakower na Unsplash.

O que é a hipertermia em cães?

A hipertermia em cães ocorre quando a temperatura corporal do animal sobe acima do normal (geralmente 39,5°C). Isso pode acontecer em dias muito quentes, durante exercícios intensos, passeios em horários inadequados ou até mesmo dentro de carros fechados. Quando o corpo do cão não consegue dissipar o calor de forma eficiente, ele entra em um estado perigoso que pode evoluir para insolação.

Por que os cães são tão vulneráveis ao calor?

Ao contrário dos humanos, os cães não suam pelo corpo — eles regulam a temperatura principalmente pela respiração ofegante e pelas almofadas das patas. Em ambientes muito quentes ou úmidos, esse mecanismo não é suficiente. Raças de focinho curto (como Bulldog, Pug e Shih Tzu), cães obesos e idosos têm risco ainda maior de sofrer com o calor.

Sintomas de hipertermia e insolação

Os sinais de alerta aparecem rapidamente e devem ser levados a sério. Fique atento se o seu cão apresentar:

  • Respiração ofegante e excessiva;
  • Salivação intensa e espessa;
  • Letargia, fraqueza ou desorientação;
  • Gengivas muito vermelhas ou azuladas;
  • Vômitos ou diarreia;
  • Colapso e convulsões em casos graves.

Primeiros socorros: o que fazer imediatamente

Se suspeitar de hipertermia em cães, aja rápido — cada minuto conta:

  1. Leve o cão para um local fresco e ventilado;
  2. Ofereça água fresca, mas não gelada, e evite forçar a ingestão;
  3. Molhe o corpo com pano úmido ou borrifador, especialmente nas patas, pescoço e barriga;
  4. Use ventilador ou ar-condicionado para ajudar no resfriamento;
  5. Procure atendimento veterinário imediatamente, mesmo que o animal pareça melhorar — a insolação pode causar danos internos.

Como prevenir hipertermia e insolação

Prevenir é sempre melhor que tratar. Veja algumas medidas essenciais:

  • Evite passeios nos horários mais quentes (entre 10h e 16h);
  • Garanta sempre sombra e água fresca disponível;
  • Nunca deixe o cão dentro do carro, mesmo por poucos minutos;
  • Use tapetes gelados, piscinas caninas e brinquedos congeláveis para refrescar o pet;
  • Adapte os exercícios e observe o comportamento do cão durante atividades físicas.
Cachorrinho tomando sol. Foto de Hans Ott na Unsplash.

Cachorrinho tomando sol. Foto de Hans Ott na Unsplash.

Quando procurar o veterinário

Mesmo após o resfriamento, leve o cão ao veterinário. A insolação pode causar falência de órgãos, desidratação severa e sequelas neurológicas. O profissional fará exames e poderá administrar fluidos intravenosos e medicamentos para estabilizar o animal.

Conclusão

Durante o verão, o cuidado com o calor deve ser redobrado. A hipertermia em cães é uma emergência que pode ser evitada com atenção, hidratação e passeios nos horários adequados. Observe sempre os sinais do seu pet e lembre-se: se ele estiver ofegante demais, cansado ou com a língua muito vermelha, é hora de fazer uma pausa e refrescá-lo. O amor também se demonstra com prevenção.

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